Qual será a tendência empresarial?

“Qualidade total é fundamental”
“Estamos na Era do Conhecimento, sem ele ninguém é competitivo”
“Permanente atualização tecnológica”
“É preciso investir em treinamento e motivação”
“Inovar, inovar e inovar para fazer a diferença”

E assim caminham empresas e profissionais sob tensa pressão por melhorias consideradas obrigatórias e inadiáveis para que possam vencer no concorrido mercado do século XXI. O que se lê nestas frases foi a tônica da década de 90 na arena do comércio e da indústria, virou o milênio sem data para terminar.
Durante longo tempo, vê-se abundância de publicações, de eventos sobre administração, métodos lançados a cada período, surgimento e morte de gurus sérios e circenses, enfim, sobram orientações sobre como fazer a gestão de empresas e atuar na qualificação de pessoas. Sejam diretores ou funcionários, formais ou informais, em qualquer ramo todos os interessados têm acesso às informações e, o principal, há anos lêem, assistem, estudam, cursam, trocam idéias, debatem, praticam, implantam, aperfeiçoam, acertam, erram… há anos acumulam bagagem de teorias, técnicas e alternativas para soluções, para adaptação ao novo e definitivo mercado global. Essa massificação geral sobre como fazer, como estruturar o negócio, entra na fase de saturação, as fórmulas ficam repetitivas, mudam-se as embalagens, mudam-se só mesmo os formatos dos conteúdos. Em queda os cursos amplos e demorados, em alta os compactos e dirigidos. A qualificação empresarial-profissional entrou em reformulação por causa da redução de alunos, a meta passou a ser o lançamento de cursos sob medida dentro das tendências e necessidades dos respectivos setores.
O como fazer, como estruturar e os abrangentes cursos dão lugar daqui para frente ao saber executar, saber gerenciar, aos cursos temáticos e pontuais. É a vez da prática geradora de resultados, da gestão reta a partir do conhecimento acumulado na década de 90 e início desta. Em suma, é a vez de compatibilizar o que está massificado com as expectativas específicas das empresas. Saber gerenciar para ajustar a gestão de forma amarrada, objetivamente ligada ao cliente. Paralelamente, com idêntica determinação, ir aos pontos positivos da empresa para dar-lhes máxima consistência e regularidade. Saber segurar um cliente passa a ser forte diferencial diante da concorrência.
Não cabe mais ficar longos períodos em levantamento de dados, elaboração de projeções, pelo contrário, agora é hora de atitudes centradas, agir para fazer acontecer e gerenciar para manter. Qualidade, tecnologia, motivação, inovação e outros itens ressaltados no mundo globalizado, sem dúvida, são da maior importância, mas deixam de ser novidade. As empresas estão muito parecidas, com acesso geral aos mesmos recursos. A novidade passa a ser a competência para unir estes itens num trabalho bem executado, solidamente gerenciado para manter o sucesso e se precaver contra reações dos concorrentes.
Na barafunda de opções e ofertas no mercado, cliente quer tranquilidade e segurança para comprar, consumir. Nada melhor do que uma loja ou indústria onde ele tem a certeza de que aqueles itens citados funcionam hoje – e sempre!

José Renato de Miranda
rdemiranda@consultoriadeimpacto.com.br 
www.consultoriadeimpacto.com.br / www.empresafamiliarconsultoria.com.br

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