EMPRESA FAMILIAR É UM BOM NEGÓCIO! QUAL O SEGREDO?

Votorantim, Empório Chiapetta, Eliane, Itaú, Wal-Mart, Ford, Tigre, Sul América, O Globo… vão bem, obrigado. Superaram catastróficas estatísticas de mortalidade das empresas familiares – só 5% sobrevivem até a 3ª geração. E assim caminham vitoriosas para 4ª, 5ª e outras gerações.

Afinal, qual o segredo? Quando se trata de empresa familiar, de fato, cada-caso-é-um-caso: os empreendedores, ramos, circunstâncias, épocas e regiões são diferentes. Se entrarmos em detalhes, a discussão sobre o segredo é interminável, a exemplo daquelas de futebol quando torcedores começam a comparar as seleções: qual foi melhor? Mas, três pontos estão fixados na base das empresas que se sustentam, das pequenas às gigantescas, sejam varejo, indústria ou serviço:

  1. Não demorar a descentralizar . Tempo passa, família cresce, chegam parentes diretos e indiretos e, com eles, os conflitos que causam a acentuada queda de empresas familiares. Conflitos profissionais e humanos, que existem em qualquer empresa, a diferença é que nestas há interferências domésticas turbinadas por sangue-interesses-emoções.

Não se deve abafar os conflitos, tentar negá-los, mas sim antecipá-los com construtiva convivência para que tenham limites. As chances de sucesso são proporcionais ao tempo em que problemas são enfrentados com antecedência e diálogo. Descentralização deve ocorrer com critério e jamais apressada.

  1.  Preparação dos parentes . Se o parente pode entrar na empresa sem conscientização e treinamento, é porque basta ser do mesmo sangue que terá a mesma competência dos que nela já trabalham?! Ah! Se assim fosse, notáveis grupos seriam eternos. O império Matarazzo continuaria a ser o número um da América, e hoje é zero; Pão de Açúcar não teria entrado no vermelho, aliás, no roxo; Bombril continuaria a limpar concorrentes sem ter ido para outras mãos…

Gerações não são necessariamente competentes, têm que ser preparadas: análise de vocações, habilidades, vontade de atuar no negócio da família, em contrapartida, ter explicações sobre filosofia, funcionamento, metas da empresa. Um diálogo imprescindível, precisa entrar como profissional que virá a ser chefe, e não, o filho que está ali para ajudar o pai. Se não tiver vocação-desejo, é melhor não entrar.

Gerações conscientizadas e preparadas trazem três benefícios, principalmente, humanos:

  1. Qualidade de vida para o titular . Ao descentralizar, tem mais tempo para si mesmo, para usufruir do que acumulou, do lazer. A matemática empresarial diz: soma da centralização mais parente despreparado é igual a enfartes, gotas, separações, gastrites, diabetes…
  2. Garantia para o negócio . Parente capaz é a ponte para o futuro. Tem energia, força para inovar e enfrentar concorrentes no novo cenário competitivo. Abre o novo ciclo.
  3. Família . O titular fica com a mente tranquila: cumpriu o dever de deixar a empresa pronta para as próximas gerações, que poderão ter o desejado – ou igual, padrão de vida.
  4. Consultoria . A presença de consultor especializado em gestão familiar, é importantíssima. Administra debates, tendências, soluções empresariais-familiares. Consultor é contratado por empresas familiares vitoriosas, porque atua no sentido de colocar a família para trabalhar para a empresa, e não, o contrário.

A empresa familiar sustentável une descentralização-treinamento-gestão de olho no mercado, visa trabalhar no que é de todos para satisfazer clientes, afinal, eles é que darão dinheiro e tranquilidade para a empresa e para os lares. Em média, 85% das empresas são familiares e… precisam ser competitivas, portanto, é hoje extremamente oportuna a reflexão e a ação em cima deste tema. 

José Renato de Miranda . www.consultoriadeimpacto.com.br     /   www.empresafamiliarconsultoria.com.br

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