Empregabilidade e tara por qualificação

Fala-se demais em talento, há louca busca por qualificação profissional, enquanto a postura não tem sido considerada como deveria. É preciso tomar cuidado com o modismo da qualificação. Funcionário dedicado, responsável, preocupado em cumprir prazos e horários, envolvido com o trabalho, mesmo sem possuir elevada qualificação, tem papel a ser seriamente respeitado. Na minha atuação como consultor, quando faço levantamento da equipe junto à diretoria, muitas vezes são feitas observações como:
– Neste setor, por exemplo, temos duas pessoas com as quais podemos contar. Trabalham com vontade, participam, estão conosco há anos. O detalhe está nas palavras “podemos contar”. Depois de ouvir com frequência esta declaração, decidi analisar funcionários que diretores citavam como “podemos contar” – ver de perto quem são, funções, currículos. Invariavelmente, pessoas com mais postura do que alta qualificação ou postura e alta qualificação em nível (responsabilidade, atenção, coletivismo e conhecimento diferenciado).
Exemplo interessante está nas táticas do futebol de hoje. Treinadores mais destacados são aqueles que sabem compor postura e qualificação. Esquematizam equipes de forma que os gols sejam sustentados pelo conjunto, assim como, as jogadas altamente brilhantes. No comércio, é preciso a mesma filosofia para se manter cada cliente conquistado. Virar o jogo ou recuperar cliente hoje é árdua tarefa…
Neste misto qualificação-postura, mais de um menos de outro, cabe ver que pessoas vitoriosas têm a postura como pista de decolagem e, depois, como manutenção do vôo. Acreditam no que são capazes, aprofundam-se com determinação, vontade. Lá na frente, uma vez realizadas, botam disciplina e organização como base: Pelé, Madona, Shakespeare, Paulo Coelho, Silvio Santos, Bill Gates, Che Guevara…

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